§MORTE§
(Alexiel No Tenshi)
Que doce perfume... Sinto-me estranho...O que sou? O que é esse peso que movimento?
O que é essa sensação que me acarreta entre os braços?
-alexiel... Alexiel... Ouça-me. - a voz quente sussurrava.
“Ouvir? O que seria isso?” perguntava-se mentalmente o elemento...
Quem me fala? O que sou? O que queres de mim...
- alexiel... -voltava a repetir
- sim... O que queres?-eu perguntava.
Hunm...
Piscando de volta a realidade ela se vê em seu caminho tão bem conhecido de tantas vezes percorrido. Ao seu lado a mulher que ousara infligir às regras e voltara para o mundo humano, “quem a ajudou?”... Impaciente se volta para a mesma olhando-a.
-de o nome!- sabia que tinha sido um contratante, e tinha suas suspeitas maiores, porém não poderia ainda nada confirmar.
Encolhida a mulher nada dizia.
Olhando-a com desprezo, levava a foice ao pescoço da mulher enquanto um meio sorriso se fazia visto um sorriso maldoso, não gostava de sujar sua foice à toa mais àquela mulher lhe causara problemas demais.
_ você a teme? Minha foice?
A mulher tremula e apavorada ficava sem reação diante de tamanha frieza e indiferença.
_ sim, por favor, não me machuque! Eu... Eu... EU NÃO SEIII!
Seu sorriso maldoso se abria mais ao ver o desespero da mesma, olhando-a se abaixando e ficava face a face com a mulher tocando-a nos cabelos puxava-os com força.
-pobrezinha... Está com medo? Não era bom impor tal sentimento a sua família?
Gemendo em dor a mulher gritava “não era”
Rindo baixo ela puxa com mais força.
-não? Hunm... Quer sentir mais dor?- perguntava com voz rouca, a voz de que já matou... Ou de quem e responsável pelo fenômeno “morte”.
-não, por favor!-a mulher gritou de volta.
Lambendo o rosto da mulher sussurra em seu ouvido:
-diga-me quem lhe tirou de meu rebanho?
-Eu não sei!-ela disse entre soluços e arquejos de dor enquanto tentava se afastar.
Olhava em seus olhos com um olhar de prazer pelo que se acontecia...
_ sabes o que acontece com aqueles que morrem pela segunda vez?
A mulher a olhava entre lagrimas sem resposta.
_ almas que vem a essa dimensão já não tem mais corpos! Por isso, se vieres a morrer aqui... Não haverá caminho se não a destruição total. Tens certeza que desejas esse fim?
Não a alegria em se despedaçar aqui! Mesmo que não exista sua dor, durarão milênios! E seu pranto será tão eterno quanto meu nome!
-Não... Mas digo-lhe a verdade! Nada sei!-ela ainda repetia.
Batendo no joelho em frustração a morte se ergue e a puxa pelos cabelos levantando-a com tudo com a outra mão erguia a foice.
-ta bom! Eu digo.
A foice para.
Eu... Eu. Nada sei a não ser aquilo.
_ aquilo? _arqueando uma sobrancelha prestando-lhe mais atenção.
Tentando se livrar da mão que lhe puxava os cabelos a mulher olha em seus olhos.
-sim, cabelos até os ombros das cores de um céu em eclipse.
-Hunm... Já é o bastante! Suma da minha frente! Ande!
A jovem se levantava depressa indo à direção ao barco quando...
Um estalo é ouvido e logo em seguida um estampido oco, a mulher cai de joelhos no chão enlameado atrás dela Alexiel segurava Ebony, sua pistola espiritual.
-Eu disse para sumir... Estalando seu dedos a mesma faz com que o corpo se dissipe evaporando ao ar!
- não gosto que corpos imundos manchem o meu jardim!
Virando-se ela caminha e direção oposta ao barco rumo a sua carruagem.
E agora... Você!
Nenhum comentário:
Postar um comentário